quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Meu Sonho



Ah se fosse verdade o sonho que ontem sonhei,
Ah se fosse verdade aquilo que imaginei!
É muito ruim sonhar e ter acordar e ver que tudo era ilusão,
Ilusão essa, que consome parte do meu coração...
Ah se fosse verdade o sonho que ontem sonhei,
Ah se fosse verdade aquilo que imaginei!
Eu não canso de sonhar (acordado mesmo) com você,
Mesmo que depois eu tenha de voltar pra minha realidade de sofrer!
Sofrer por lembrar que não tenho você. 
Sofrer por ser sonhador! (sonhador rima com dor!).
Sonhar e acreditar são coisas que de mim não saem.
Não importa se as coisas caem,
Sonhar e acreditar são coisas que de mim não saem.

Estão escritos nesse meu poema de amor,
Uma nostalgia por algo que nunca aconteceu,
Uma simples história de algo que não se perdeu,
E aquilo que eu vivo no meu dia-a-dia sem cor.

Assim eu vou levando a vida,
Vivendo tão-somente de sonhos... sonhando que é possível mesmo sendo tão difícil!


domingo, 4 de novembro de 2012

Aceite-me 
Aceite-me como eu sou,
porque não tenho garantias e
nem tenho a pretensão de ser alguém perfeito.
Toda a perfeição não posso ter.
Eu sou como você.
Sou da espécie humana.
Sou capaz de errar.
O erro, não é falha de caráter 
e errar faz parte da Natureza Humana.
Eu vivo, Eu sorrio e Eu também aprendo .
Meu conhecimento é incompleto .
Estou na busca o tempo todo, 
nas horas acordadas e nas horas de sono.
Eu tenho um longo caminho a ser percorrido,
assim como você também tem . 
Aprendemos nossas lições pelo caminho .
Atingiremos a Sabedoria .
Assim, por favor, aceite-me como sou !
Porque eu sou só eu.
Apenas eu.
Não há ninguém igualzinho a mim no mundo .
Esta é a única garantia que dou .
É assim que eu me sinto .
Eu tenho um coração .
Abra-me e veja-o !
Por favor , cuide bem dele .
Ele é tudo que eu sou .
Apenas eu.



Silvia Schmidt

sábado, 3 de novembro de 2012

Devagarinho

Esse amor chegou de mansinho,
veio bem devagarinho,
foi entrando em meu coração
e não quer sair mais não.

É Difícil?

"É difícil dizer, 
É difícil explicar, 
É difícil traduzir, 
É dificil definir, 
É difícil..."

É muito fácil dizer que é difícil, dizer que não consegue, falar muito sem dizer nada.
Não precisa dizer o que você não quer dizer. Não diga o que você não está sentindo.
Diga apenas o que está no coração, isso já basta!

E se mesmo ouvindo o coração, ainda é difícil dizer, não diga nada, apenas olhe pra mim e deixe eu ler o seu olhar. Tenho a certeza que os seus olhos não vão mentir.

Como disse o grande poeta, Kim : "A verdade é transparente no mirar.".



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ajoelhai-vos


Ajoelhai-vos diante dele que é Rei e Senhor!
Deem a Ele o merecido louvor!
Tocai e cantai novos hinos de adoração,
para Ele, que é Deus e nos deu seu perdão!

Eu não merecia tudo que Ele fez por mim,
mas, por amor, Ele entregou seu filho pra me redimir!
Por amor, Jesus Cristo desceu,
Desceu do trona de glória, e se humilhou, mesmo sendo Deus, mesmo sendo Rei,
foi até a cruz e pagou o preço que eu não podia pagar...
Me fez de novo acreditar que pela vida vale a pena lutar!

Fez de mim uma nova criatura, sempre me tratou com doçura,
Ele nunca me abandonou e nunca me abandonará! Sempre comigo está, sempre ao meu lado está!

O que Ele fez por mim, fez por você... Derramou seu sangue para não te ver morrer – Morrer em seus pecados e ao inferno descer.
Se você O aceitar de todo coração, Ele vai te transformar e lhe dar o seu perdão... basta crê meu irmão, basta crê meu irmão! Basta crê que tudo isso Ele pode fazer!

Por isso, ajoelhai-vos diante dele que é Rei e Senhor!
Deem a Ele o merecido louvor!
Tocai e cantai novos hinos de adoração,
para Ele, que é Deus e nos deu seu perdão!

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A Paixão

Paixão presa, paixão contida;
Paixão que queima, que arde, sem medida.
Paixão presa, paixão contida;
Arde no peito essa enorme paixão, como fogo no coração,
Esse fogo se alastra e explode em emoção.
Incendeia minh'alma de amor, de paixão.
Arde no peito, no coração,
Esse fogo: A paixão!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Memórias inapagáveis


Às vezes, relembrar coisas do passado pode ser uma tarefa difícil, pois o passado às vezes nos trás lembranças de coisas que, por mais que desejemos esquecer, sempre estão de volta em nossa mente. Contudo também existem boas lembranças, aquelas que desejamos guardar por toda vida - lembranças que nos confortam e tanto acalantam o coração.

Eu, quando criança, vivi até os cinco anos de idade em um “interiorzinho” chamado Campestre, município de São Luiz Gonzaga; lugar bem pacato e pobre, sem muita infraestrutura, onde as casas eram bem simples, mas mesmo assim, construídas com o suor de pessoas trabalhadoras, que se esforçavam muito para manter suas famílias e não abriam mão de serem felizes por isso.

Sinto grande emoção quando me lembro de papai e mamãe, que sempre estavam lá - labutando na roça pra nos dá o que comer. E por isso sinto muito orgulho deles, que faziam o que podiam e o que não podiam, pra que eu e meus quatro irmãos crescêssemos bem e saudáveis. E assim, fui crescendo naquele lugar, mesmo não lembrando muita coisa, devido a minha idade, ainda vejo com nitidez algumas daquelas imagens de um tempo que jamais será apagado da minha memória.

Quando pequena sempre fui muito sapeca, vivia me machucando em um pé de pimenta que papai tinha plantado, e minha mãe brigava comigo por isso, dizia que eu já tava “bem crescidinha” e que não devia fazer aquilo. Essas e outras poucas lembranças ainda tenho do meu interior – lugar pobre e bem humilde, mas que mesmo assim eu amava.

E assim, levávamos a vida... Simples e rotineira, mas sempre com fé e esperança, que foram as principais armas durante toda minha trajetória.

Aos cinco anos de idade, papai trouxe eu e minha família para Bacabal. De início, fiquei maravilhada com a cidade, que comparada ao interior onde morava, era bem mais desenvolvida.

Certa vez, após ter chegado a Bacabal, me espantei com algo que nunca ainda tinha visto - um barulho estranho, um som de buzina e dois “olhos enormes” me encarando; fiquei sabendo depois que aquele “bicho” que tinha visto era um carro! Coisa de barão naquele tempo.

Minha casa ficava do lado de uma praça e da Igreja de Santa Teresinha, que era bem pobre naquela época, mas eu gostava de brincar lá e sempre ia aos festejos da Igreja com minha mãe, onde havia muitas guloseimas, que só de pensar... Uumm... já sinto água na boca! Tudo era muito bom!

Mas, na minha memória, existem também muitas lembranças tristes...

Certa vez, quando meu pai havia voltado de uma viagem que tinha feito pro interior, ele trouxe consigo uma vaca, e à noite quando ele foi amarrar a vaca, ela o derribou e ele, depois de cinco dias, morreu – Aquele homem trabalhador e esforçado que jamais sairá de minha memória. Foi muito triste pra mim e pra minha mãe, que agora, teria que cuidar de cinco filhos, sozinha.

Às vezes, quando ela ia pra roça, ela me levava junto pra servir de companhia e meus dois irmãos, como já eram mais velhos, já trabalhavam na roça também; mas eu não trabalhava muito, pois era a mais nova de cinco irmãos. Eu sofri muito com a morte do meu pai, e logo de repente minha mãe também morreu e eu fui criada pela minha irmã.

Aos dez anos, meus pais já haviam morrido e eu vivia pelas casas alheias; eu ajudava minha irmã em casa e quando fiquei mais velha, aos quatorze anos, fui trabalhar de empregada doméstica pra ajudar em casa.
Tudo isso, foi crescendo comigo e marcado minha vida, mas hoje, graças a Deus não tenho muitas sequelas. Apenas saudades... do meu pai, da minha mãe – que são pra mim verdadeiros heróis!

(Texto escrito com base na entrevista da Sra. Raimunda Silveira Dias, 65).